Residentes de cirurgia geral entram em greve no Hospital -Escola da UFPEL

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A semana começa com greve de residentes no Hospital-Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPel). Os 13 médicos, em formação na área de Cirurgia Geral, interromperam as atividades por tempo indeterminado e cobram providências da direção. As denúncias incluem vários pontos, mas o que atinge diretamente a comunidade, neste momento, é o número reduzido de procedimentos realizados. Em alguns casos, os profissionais teriam efetuado apenas uma cirurgia por semana. Às vezes nenhuma. Fato que é ruim para as duas pontas: a formação dos médicos e a ausência de agilidade no atendimento aos pacientes.

A reportagem da Radiocom conversou com o diretor do Simers-Pelotas, Marcelo Sclowitz. ” O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), por meio de seu diretor em Pelotas, Marcelo Sclowitz, reuniu-se na tarde de terça-feira (22) com representantes dos médicos residentes do Hospital-Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPel), administrado pela EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) “. relatou .

Os residentes iniciaram, na manhã de segunda-feira, operação padrão e estado de greve, em decorrência de inúmeras falhas estruturais e organizacionais na instituição, tais como a falta de anestesistas e a redução do número de cirurgias à população. Os profissionais foram ouvidos pela direção do Simers e tiveram esclarecimentos e assessoramento por parte da Gerência Jurídica do Simers e de sua Assessoria Política.

O Simers assume o compromisso de representar a categoria na busca pela solução das inconformidades apontadas junto à direção do hospital e Comissão de Residência Médica e Ministério Público, visto que as situações narradas são insustentáveis e precisam ser modificadas com urgência.

A superintendente do Hospital-Escola (HE-UFPEL), Carolina Ziebell enviou resposta às reinvindicações da categoria.

” O Hospital Escola enfrenta hoje um subdimensionamento de equipe de anestesistas devido a uma exoneração e um afastamento por saúde de membros desta equipe. Esta diminuição de equipe ,ocorrida em outubro de 2022, leva a uma menor capacidade operacional do centro cirúrgico sendo este um dos motivos centrais do movimento de paralisação dos médicos residentes em cirurgia geral “. Segundo ela, já solicitou à sede EBSERH a realização de processo seletivo simplificado para a recomposição do dimensionamento o qual ocorrerá a partir de janeiro de 2023. “Até a realização do processo, estamos otimizando a utilização das salas cirúrgicas a fim de minimizar impactos tanto na assistência aos pacientes quanto na formação de nossos alunos”, finaliza Carolina.


Ontem em reunião da Gerência de Ensino e Pesquisa , COREME (Comissão de residência médica) e residentes de cirurgia geral foi acordada a realização de um quantitativo de procedimentos pelos residentes deste programa até a normalização do funcionamento do centro cirúrgico com consequente término da paralização.

Reportagem e edição Fábio Cóssio

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