Manifestação em Porto Alegre retoma a pauta em defesa da Corsan pública

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A segunda edição do ato “RS pela Água” aconteceu nesta quinta-feira (22), em Porto Alegre. Convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do Estado do Rio Grande do Sul (Sindiágua/RS), a manifestação novamente visa chamar a atenção da sociedade para a defesa das tentativas de privatizar a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).

O presidente do Sindicato, Arilson Wünsch, explica que a manifestação acontece nesse momento pré-eleitoral justamente para dialogar com a sociedade sobre a importância de manter públicos os serviços de água e saneamento, ainda mais em um momento em que o governo do RS tenta novamente vender a Corsan. Em junho, o Sindiágua/RS e entidades apoiadoras realizaram mobilização que reuniu milhares de pessoas na Capital gaúcha.

A manifestação iniciou por volta das 11h com a assembleia geral da categoria, em frente ao Mercado Público. Participaram cerca de 2,5 mil trabalhadores de todas as regiões do estado. Em deliberação, foi aceita a proposta patronal do Acordo Coletivo de Trabalho.

O ato político seguiu até as 13h, aproximadamente. Após, os trabalhadores, somados à apoiadores de movimentos populares, saíram em marcha até o Tribunal de Contas do Estado, finalizando o ato com um abraço simbólico na sede da Corsan, na rua Caldas Júnior.

Governo investe em novo formato de privatização

Conforme Arilson Wünsch, o objetivo do ato foi trazer de volta à pauta a defesa da Corsan, visto que o governo não desistiu de vender a empresa, mas mudou de estratégia. Segundo explica, ao invés de abrir o capital da Companhia na Bolsa de Valores para vender as ações em separado, agora o governo tenta vender toda a empresa de uma vez só, através de um leilão.

Para o dirigente sindical, a tentativa anterior fracassou, pois o governo não pôde esclarecer para o Tribunal de Contas do Estado os motivos que levavam o estado a oferecer as ações da Corsan a preços considerados muito baixos. Na visão dos que questionavam o processo, o governo ofereceu as cotas da Companhia ao mercado por valores muito baratos, o que facilitava a venda.

Arilson explica ainda que agora, a nova tentativa do governo, de vender toda a empresa de uma vez através de um leilão encontra novamente o entrave da anuência dos prefeitos, o que já atrapalhou o processo anterior de privatização. “A concessão é dos municípios, não do estado. O governo só pode vender a parte física da Corsan”, explica.

Pedro Neves- Dias Brasil de Fato | Porto Alegre | 

Edição: Katia Marko

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