Sob governo Bolsonaro, preço do botijão de gás de cozinha explode

postado em: Economia | 0

Além da gasolina e do diesel, o aumento anunciado há uma semana pela Petrobras afeta em cheio o preço do botijão de gás. E como o gás de cozinha já estava caro, a situação ficou ainda pior principalmente para as famílias de baixa renda.

Com base em dados do Sistema de Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), é possível observar que a alta do produto foi muito mais acentuada a partir de março de 2021. Na comparação com março de 2020, o botijão teve um aumento de R$ 13,22 – valor que representa alta de 18.90% nos doze meses.

Na tabela abaixo, elaborada com dados da ANP, é possível observar o preço médio ao consumidor praticado no mês de março de cada ano, desde o início do governo Lula.

março/ 2003R$ 28,88
março/ 2004R$ 29,44
março/ 2005R$ 30,18
março/ 2006R$ 31,19
março/ 2007R$ 33,06
março/ 2008R$ 32,73
março/ 2009R$ 33,71
março/ 2010R$ 38,37
março/ 2011R$ 38,14
março/ 2012R$ 38,96
março/ 2013R$ 40,51
março/ 2014R$ 42,63
março/ 2015R$ 45,23
março/ 2016R$ 53,87
março/ 2017R$ 55,68
março/ 2018R$ 66,79
março/ 2019R$ 69,17
março/ 2020R$ 69,94
março/ 2021R$ 83,16
março/ 2022R$ 102,51

Fonte: Preço médio ao consumidor do Sistema de Levantmento de Preços da Petrobras

Junto ao aumento do gás de cozinha, a população brasileira também vive o elevado custo da cesta básica. Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), entre março de 2019 e fevereiro de 2022 (último levantamento divulgado) a cesta básica aumentou 40,56% na cidade de São Paulo; 49,25% em Florianópolis e 34,02% em Aracaju.

Já o salário mínimo teve um reajuste de apenas 21,44% no mesmo período. O rendimento real habitual do trabalhador, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), saiu de uma média de R$ 2.444 em março de 2019 para R$ 2,447 em fevereiro de 2022, um aumento de 0,12%.

Fonte: Reconta Aí

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.