Covid-19 avança em Pelotas após recesso de fim de ano

postado em: Coronavirus, Local | 0

Dados atualizados sobre o avanço da pandemia em Pelotas mostram 79 novos casos de Covid-19 registrados apenas na última terça feira (04). O número deixou em alerta o Conselho Municipal de Saúde, uma vez que supera e muito os dados de novembro de 2021 quando o vírus, então mais controlado, trazia uma média de 20 casos diários.

Em entrevista à ADUFPel, o conselheiro Beno Konrad ressalta que a alta dos casos foi consequência esperada do negacionismo que toma as políticas públicas. “Ela está diretamente ligada ao relaxamento das medidas protetivas e contra aglomerações e à falta de exigência da vacinação”.

As filas crescentes em busca de testes para Covid nas farmácias indicam que a situação ainda está longe do controle. Em um período de veraneio, a alta circulação de pessoas, a chegada da variante Omicron, alinhada aos surtos de contaminação dupla de Covid com Influenza, torna a situação ainda mais complexa. “O momento pede medidas urgentes, e que sejam efetivamente implementadas. Quando se escolhe sacrificar vidas para preservar a economia, há um preço muito alto a se pagar”, alerta Konrad.

A nível estadual, também na data de ontem, as 21 regiões do Rio Grande do Sul receberam alertas do Gabinete de Crise e do GT Saúde. Dados recentes da Secretaria da Saúde também apontam para um aumento de casos confirmados nos últimos dias, com a média diária saltando de 5,7 a cada 1 milhão de habitantes em 26 de dezembro de 2021 para 75,9 em 3 de janeiro de 2021. A última vez que havia sido necessário emitir Avisos a todas as 21 regiões Covid foi em julho de 2021.

Covid em Crianças

Outro
detalhe que chama atenção entre os contaminados do dia em Pelotas é que 10% do volume total eram crianças e adolescentes. Entre estes casos, a média gira entre os 13 e 14 anos, mas também foram registradas infecções por Covid em meninos de 1 e 4 anos de idade.

Os números servem de alerta para a insistente discussão negacionista de desobrigar a vacinação em crianças. O próprio Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se mostrou contra a exigência e gerou impasse dentro da pasta, uma vez que desde 16 de dezembro a imunização de crianças já é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A ADUFPel reforça a necessidade da manutenção de medidas protetivas e de imunização para todos e todas, e reitera a importância da luta em defesa da vida.

Fonte: Assessoria ADUFPel

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.