Uma carta de até breve à Marília Mendonça (por Danilo Nunes)

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Na última sexta-feira (5), enquanto estávamos comemorando o Dia Nacional da Cultura e ecoando nosso grito de resistência contra o governo corrupto, genocida e autoritário de Jair Bolsonaro em um ato onde eu, Danilo Nunes, músico poeta e ator havia sido convidado a cantar junto com outros (as) artistas na cidade de Santos/SP, uma notícia nos arrebatou, causando-nos um impacto e uma tristeza avassaladora. A televisão exposta num estacionamento na Praça dos Andradas (onde acontecia o ato) noticiava que a cantora, compositora sertaneja Marília Mendonça havia deixado esse mundo junto com mais quatro pessoas que estavam no avião que transportava, além da cantora, o produtor baiano Henrique Ribeiro, o tio da cantora Abicieli Silveira, o piloto Geraldo Martins e o copiloto Tarcísio Viana. Todos perderam suas vidas na queda da aeronave.

Se eu conhecia vocês? Não, não conhecia pessoalmente, não tive amizade com vocês, nem com você, Marília. Mas sim, vocês eram seres humanos que assim como todos (as) nós, estão sujeitos às fatalidades da vida. O que naquele exato momento tomou meu pensamento foi que, além de todos que estavam no avião e que saíram dos braços de suas famílias com a certeza da volta, você, Marília Mendonça, se foi. Uma cantora e compositora de 26 anos, mãe de uma criança de 1 ano e 10 meses, membro de uma família inteira, além dos milhares de fãs que derramaram suas lágrimas de tristeza e saudade por uma artista que, não apenas cumpriu seu propósito com êxito, mas trouxe a voz de muitas mulheres para o topo de todas as paradas de sucesso. E não podemos esquecer que os quatro homens que perderam suas vidas na queda, estavam a serviço de uma mulher brilhante e também deixaram suas famílias, filhos (as) e carreiras bem-sucedidas.

Por aqui não falarei da sua trajetória, história, muito menos se você cantava bem ou não, se ela era gorda ou magra, se ela era generosa ou não, pois não consigo resumir uma pessoa que teve um dos maiores papéis da história da nova música brasileira, cantando no seu estilo e dizendo o que muitas pessoas não tiveram a coragem e nem a força de dizer em superficialidades dos padrões estéticos que muitos meios de comunicação colocaram.

Marilia Mendonça não apenas fará falta para seus familiares e fãs incondicionais, como para todas e todos que tivemos a possibilidade de assistir uma mulher de 26 anos unificar multidões para cantar suas canções que eram muito mais do que apenas canções, eram protestos, eram lutas e eram hinos que, ora na primeira pessoa do singular, ora na primeira pessoa do plural, convocavam as mulheres a ocuparem seus lugares de direito que, por muitos anos foram roubados pelo sistema patriarcal que elege o homem branco de classe média como o super herói. Dessa vez nós tivemos você, uma heroína que será lembrada em todo o mundo e, sua história será combustível para a recolocação da mulher e seus direitos na sociedade, como a desconstrução do padrão do machão na vida social.

Embora eu não seja consumidor da sua obra, apenas por questão de estilo musical e de preferência, meu coração está em pedaços. Como músico e artista, sinto que perdi uma irmã, parceira e colega de profissão. Como historiador, enxergo que aquele avião levou uma pessoa de papel fundamental para a história da sociedade e das resistências contra um sistema desigual.

Marília Mendonça, você foi, é e continuará sendo um exemplo para toda a população e sua passagem por aqui jamais será esquecida. Você se tornou uma estrela na terra e hoje seu brilho e talento continuam para todas as gerações que virão e o seu propósito seguirá em cada cidadã e cidadão que erguerão bandeiras e vozes para que ecoem por todos os cantos do mundo.

Esse foi o Dia Nacional da Cultura mais triste da história, mas aprendi que na dor também cresce o amor que dói, deixa saudade, mas se constrói na eternidade. Triste é só o Adeus.

Somos todos, todas e todes Marília Mendonça e você estará sempre presente. Não tenho dúvidas que para seu filho, você sempre será um exemplo e, para mim você é a mulher que levou a mulher para o lugar da mulher, tirando-a de onde a querem colocar.

Querida Marília não nos conhecemos neste plano, mas logo mais espero ter a honra de conhecê-la em outra dimensão.

Marília você foi brilhante.

Na última sexta-feira (5), enquanto estávamos comemorando o Dia Nacional da Cultura e ecoando nosso grito de resistência contra o governo corrupto, genocida e autoritário de Jair Bolsonaro em um ato onde eu, Danilo Nunes, músico poeta e ator havia sido convidado a cantar junto com outros (as) artistas na cidade de Santos/SP, uma notícia nos arrebatou, causando-nos um impacto e uma tristeza avassaladora. A televisão exposta num estacionamento na Praça dos Andradas (onde acontecia o ato) noticiava que a cantora, compositora sertaneja Marília Mendonça havia deixado esse mundo junto com mais quatro pessoas que estavam no avião que transportava, além da cantora, o produtor baiano Henrique Ribeiro, o tio da cantora Abicieli Silveira, o piloto Geraldo Martins e o copiloto Tarcísio Viana. Todos perderam suas vidas na queda da aeronave.

Se eu conhecia vocês? Não, não conhecia pessoalmente, não tive amizade com vocês, nem com você, Marília. Mas sim, vocês eram seres humanos que assim como todos (as) nós, estão sujeitos às fatalidades da vida. O que naquele exato momento tomou meu pensamento foi que, além de todos que estavam no avião e que saíram dos braços de suas famílias com a certeza da volta, você, Marília Mendonça, se foi. Uma cantora e compositora de 26 anos, mãe de uma criança de 1 ano e 10 meses, membro de uma família inteira, além dos milhares de fãs que derramaram suas lágrimas de tristeza e saudade por uma artista que, não apenas cumpriu seu propósito com êxito, mas trouxe a voz de muitas mulheres para o topo de todas as paradas de sucesso. E não podemos esquecer que os quatro homens que perderam suas vidas na queda, estavam a serviço de uma mulher brilhante e também deixaram suas famílias, filhos (as) e carreiras bem-sucedidas.

Por aqui não falarei da sua trajetória, história, muito menos se você cantava bem ou não, se ela era gorda ou magra, se ela era generosa ou não, pois não consigo resumir uma pessoa que teve um dos maiores papéis da história da nova música brasileira, cantando no seu estilo e dizendo o que muitas pessoas não tiveram a coragem e nem a força de dizer em superficialidades dos padrões estéticos que muitos meios de comunicação colocaram.

Marilia Mendonça não apenas fará falta para seus familiares e fãs incondicionais, como para todas e todos que tivemos a possibilidade de assistir uma mulher de 26 anos unificar multidões para cantar suas canções que eram muito mais do que apenas canções, eram protestos, eram lutas e eram hinos que, ora na primeira pessoa do singular, ora na primeira pessoa do plural, convocavam as mulheres a ocuparem seus lugares de direito que, por muitos anos foram roubados pelo sistema patriarcal que elege o homem branco de classe média como o super herói. Dessa vez nós tivemos você, uma heroína que será lembrada em todo o mundo e, sua história será combustível para a recolocação da mulher e seus direitos na sociedade, como a desconstrução do padrão do machão na vida social.

Embora eu não seja consumidor da sua obra, apenas por questão de estilo musical e de preferência, meu coração está em pedaços. Como músico e artista, sinto que perdi uma irmã, parceira e colega de profissão. Como historiador, enxergo que aquele avião levou uma pessoa de papel fundamental para a história da sociedade e das resistências contra um sistema desigual.

Marília Mendonça, você foi, é e continuará sendo um exemplo para toda a população e sua passagem por aqui jamais será esquecida. Você se tornou uma estrela na terra e hoje seu brilho e talento continuam para todas as gerações que virão e o seu propósito seguirá em cada cidadã e cidadão que erguerão bandeiras e vozes para que ecoem por todos os cantos do mundo.

Esse foi o Dia Nacional da Cultura mais triste da história, mas aprendi que na dor também cresce o amor que dói, deixa saudade, mas se constrói na eternidade. Triste é só o Adeus.

Somos todos, todas e todes Marília Mendonça e você estará sempre presente. Não tenho dúvidas que para seu filho, você sempre será um exemplo e, para mim você é a mulher que levou a mulher para o lugar da mulher, tirando-a de onde a querem colocar.

Querida Marília não nos conhecemos neste plano, mas logo mais espero ter a honra de conhecê-la em outra dimensão.

Marília você foi brilhante.

Na última sexta-feira (5), enquanto estávamos comemorando o Dia Nacional da Cultura e ecoando nosso grito de resistência contra o governo corrupto, genocida e autoritário de Jair Bolsonaro em um ato onde eu, Danilo Nunes, músico poeta e ator havia sido convidado a cantar junto com outros (as) artistas na cidade de Santos/SP, uma notícia nos arrebatou, causando-nos um impacto e uma tristeza avassaladora. A televisão exposta num estacionamento na Praça dos Andradas (onde acontecia o ato) noticiava que a cantora, compositora sertaneja Marília Mendonça havia deixado esse mundo junto com mais quatro pessoas que estavam no avião que transportava, além da cantora, o produtor baiano Henrique Ribeiro, o tio da cantora Abicieli Silveira, o piloto Geraldo Martins e o copiloto Tarcísio Viana. Todos perderam suas vidas na queda da aeronave.

Se eu conhecia vocês? Não, não conhecia pessoalmente, não tive amizade com vocês, nem com você, Marília. Mas sim, vocês eram seres humanos que assim como todos (as) nós, estão sujeitos às fatalidades da vida. O que naquele exato momento tomou meu pensamento foi que, além de todos que estavam no avião e que saíram dos braços de suas famílias com a certeza da volta, você, Marília Mendonça, se foi. Uma cantora e compositora de 26 anos, mãe de uma criança de 1 ano e 10 meses, membro de uma família inteira, além dos milhares de fãs que derramaram suas lágrimas de tristeza e saudade por uma artista que, não apenas cumpriu seu propósito com êxito, mas trouxe a voz de muitas mulheres para o topo de todas as paradas de sucesso. E não podemos esquecer que os quatro homens que perderam suas vidas na queda, estavam a serviço de uma mulher brilhante e também deixaram suas famílias, filhos (as) e carreiras bem-sucedidas.

Por aqui não falarei da sua trajetória, história, muito menos se você cantava bem ou não, se ela era gorda ou magra, se ela era generosa ou não, pois não consigo resumir uma pessoa que teve um dos maiores papéis da história da nova música brasileira, cantando no seu estilo e dizendo o que muitas pessoas não tiveram a coragem e nem a força de dizer em superficialidades dos padrões estéticos que muitos meios de comunicação colocaram.

Marilia Mendonça não apenas fará falta para seus familiares e fãs incondicionais, como para todas e todos que tivemos a possibilidade de assistir uma mulher de 26 anos unificar multidões para cantar suas canções que eram muito mais do que apenas canções, eram protestos, eram lutas e eram hinos que, ora na primeira pessoa do singular, ora na primeira pessoa do plural, convocavam as mulheres a ocuparem seus lugares de direito que, por muitos anos foram roubados pelo sistema patriarcal que elege o homem branco de classe média como o super herói. Dessa vez nós tivemos você, uma heroína que será lembrada em todo o mundo e, sua história será combustível para a recolocação da mulher e seus direitos na sociedade, como a desconstrução do padrão do machão na vida social.

Embora eu não seja consumidor da sua obra, apenas por questão de estilo musical e de preferência, meu coração está em pedaços. Como músico e artista, sinto que perdi uma irmã, parceira e colega de profissão. Como historiador, enxergo que aquele avião levou uma pessoa de papel fundamental para a história da sociedade e das resistências contra um sistema desigual.

Marília Mendonça, você foi, é e continuará sendo um exemplo para toda a população e sua passagem por aqui jamais será esquecida. Você se tornou uma estrela na terra e hoje seu brilho e talento continuam para todas as gerações que virão e o seu propósito seguirá em cada cidadã e cidadão que erguerão bandeiras e vozes para que ecoem por todos os cantos do mundo.

Esse foi o Dia Nacional da Cultura mais triste da história, mas aprendi que na dor também cresce o amor que dói, deixa saudade, mas se constrói na eternidade. Triste é só o Adeus.

Somos todos, todas e todes Marília Mendonça e você estará sempre presente. Não tenho dúvidas que para seu filho, você sempre será um exemplo e, para mim você é a mulher que levou a mulher para o lugar da mulher, tirando-a de onde a querem colocar.

Querida Marília não nos conhecemos neste plano, mas logo mais espero ter a honra de conhecê-la em outra dimensão.

Marília você foi brilhante.

Danilo Nunes

Músico, ator, historiador e pesquisador de cultura popular brasileira e latinoamericana

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