Perigo: muro prestes a desabar coloca em risco comunidade da escola Nossa Senhora de Fátima, em Pelotas

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Há anos, a comunidade da EEEF Nossa Sra de Fátima, em Pelotas, convive com o medo de que o muro da escola desabe por completo. A situação impede o retorno das aulas presenciais.

“Não temos como retornar, pois o risco de alguém se ferir é muito grande. A qualquer momento o muro pode cair e ferir quem estiver por perto”, preocupa-se a diretora da instituição, Giovana Menegoni Guerreiro.

O descaso com a situação já dura anos. “Quando assumimos, em 2019, informamos através de um documento as péssimas condições do muro”, relata.

O cenário, que já era preocupante, piorou após um temporal que ocorreu no final do ano passado. Com a queda de uma árvore, parte do muro desabou. A 5ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) foi informada no início de janeiro. “No dia seguinte um engenheiro foi até a escola, fez a vistoria e ficou de fazer o projeto de um novo muro. Até o momento não tivemos retorno de quando a obra irá começar”, explica a diretora.

A CRE, conforme Giovana, afirmou que não há mais o que fazer e que a instituição deve aguardar, pois o projeto foi encaminhado.

De mãos atadas, a única providência possível para a escola executar foi a de colocar tapumes provisórios no muro. Porém, como a estrutura está quase caindo por inteiro, a providência não pode ser considerada muito eficaz.

Insegurança impede retorno presencial

“A parte em que o muro está totalmente caído fica do lado dos banheiros dos pequenos, primeiros, segundos e terceiros anos, tornando impossível um retorno presencial seguro”, alerta Giovana.

“Necessitamos com urgência a construção do muro para preservar a integridade de toda a comunidade escolar e conseguir ter um retorno presencial com mais segurança.”

De acordo a diretora, a preocupação dos pais e responsáveis pelos alunos é extrema. A maioria decidiu não mandar seus filhos à escola enquanto o muro não for reconstruído. “Estão muito preocupados e frequentemente cobram a reforma do muro. Essa situação é gravíssima e necessita de uma posição rápida por parte do governo”, afirma Giovana.

Situação facilita ações de vandalismo

Outra preocupação é com a segurança da escola. A abertura causada pela queda do muro facilita a entrada de estranhos no local. Em julho, um grupo de adolescentes entrou na instituição e fez estragos nos banheiros. “Quebraram portas, estragaram pias e descargas, entre outros danos”, explica Giovana.
A parte elétrica da escola também está comprometida. “Ganhamos uma reforma elétrica no valor de R$ 150 mil, porém o dinheiro foi retirado pelo governo sem que nos dessem nenhuma explicação”, expõe Giovana.

Fonte: CPERS


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