Dia de Luta: servidores saem às ruas para dizer não à Reforma Administrativa

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Nem o mau tempo impediu que os servidores públicos municipais, estaduais e federais fossem às ruas nesta quarta-feira (18), Dia Nacional de Luta e Paralisações contra a Reforma Administrativa (PEC 32), protestar contra os ataques aos direitos do funcionalismo, as privatizações e exigir a geração de empregos.

Em Porto Alegre, o ato, organizado pela Frente dos Servidores Públicos (FSP/RS), ocorreu, pela manhã, em frente ao Hospital de Pronto Socorro (HPS).

No local, diversas representações de sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais manifestaram preocupação com as consequências que a PEC 32 causará, se aprovada, aos servidores e à população.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, classificou a PEC 32 como uma porta escancarada para a privatização da educação e da saúde. “Essa PEC não serve para nós, nem para a população, que é a que mais precisa das políticas públicas e  que ficará mais desassistida. Hoje é dia de luta, de paralisação e de greve. Que todos venham para a mobilização para que possamos derrotar essa proposta”, observou.

“É o término do serviço público e das carreiras dos servidores. Queremos que essa PEC seja enterrada porque ela é a destruição daquilo que mais nos dá condições de viver, principalmente para a população que mais necessita. Essa reforma afeta, em sua maioria, os que têm os menores salários”, destacou o segundo vice-presidente do CPERS, Edson Garcia.

Tamyres Filgueira, da ASSUFRGS, ressaltou a luta da população para sobreviver em meio a aumentos abusivos nos preços das contas da luz e do gás de cozinha, por exemplo. “Como se não bastasse, o governo Bolsonaro quer aprovar essa PEC que pretende acabar com os serviços públicos e os servidores. Quer terminar com a estabilidade do funcionalismo porque os servidores estão fazendo denúncias contra ele na CPI da covid.”

Zé Oliveira, do Sintrajufe, frisou que se a proposta for aprovada, a saúde e a educação serão os setores mais atingidos. “As pessoas que virão procurar o HPS ou os postos de saúde não terão mais acesso aos atendimentos. Por isso a importância dessa mobilização para que a população compreenda o que está em jogo.”

Joder Prates, do Simpe, alertou que desde 2016 uma série de direitos vem sendo retirados da sociedade. “Agora vem a reforma das reformas, contra o último setor da sociedade que ainda luta contra a corrupção, defende o estado de bem-estar social e que ainda tenta cumprir com o que a Constituição de 1988 prevê. Não somos privilegiados, mais de 60% dos servidores públicos do Brasil recebem até quatro salários mínimos. Estamos aqui em defesa da sociedade’, afirmou.

Além da mobilização na capital, os núcleos do CPERS realizaram protestos em várias regiões do Estado.

As manifestações pelo Dia de Luta terão continuidade no final da tarde. Às 18 horas, os servidores realizarão protesto na Esquina Democrática.

Fonte: CPERS

Edição: Núcleo Popular de Jornalismo da RádioCom

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