Fiocruz alerta para tendência de crescimento de casos e óbitos por covid-19 em Porto Alegre

O Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado ontem quinta-feira (13), aponta Porto Alegre como uma das três capitais do País com tendência de alta nos casos e óbitos por covid-19 e Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs) nas próximas semanas.

A Fiocruz destaca que, em geral, há uma tendência de queda dos casos notificados de SRAGs nas últimas seis semanas, mas com estabilização nas últimas três. De acordo com o boletim, já foram reportados 462 mil casos de SRAG no Brasil, dos quais 96,1% são relacionados à covid-19.

O Boletim Infogripe destaca que todas as regiões estão sendo consideradas como zona de risco e ainda encontram-se com ocorrência de casos muito alta. Destaca também que há indícios de interrupção da tendência de queda nos números no Amapá, Bahia, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul e Sergipe. Já o Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte e São Paulo apresentam tendência de estabilização.

Para as próximas seis semanas, apenas os estados do Ceará, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina têm mais de 95% de probabilidade de redução de casos e óbitos.

Quando analisado o cenário das capitais, a Fiocruz estima que Porto Alegre, Manaus e Palmas têm mais de 75% de probabilidade de crescimento de casos e óbitos nas próximas três semanas. Já na tendência de longo prazo (seis semanas), Porto Alegre aparece com 95% de probabilidade de crescimento, enquanto Manaus é a única outra capital com a mesma tendência, mas com 75% de probabilidade.

O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do sistema Infogripe, alerta que o cenário nacional reforça a importância de cautela em relação às medidas de flexibilização das recomendações para redução da transmissão da covid-19. Ele destaca que a retomada das atividades de maneira precoce pode levar a um quadro de interrupção da queda ainda em valores muito distantes de um cenário de segurança.

“Tal situação, caso ocorra, não apenas manterá o número de hospitalizações e óbitos em patamares altos, como também manterá a taxa de ocupação hospitalar em níveis preocupantes. Portanto, essas medidas devem ser adotadas até que a tendência de queda seja mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos”, afirma.

Fonte: Sul 21

Imagem: Sul 21

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