Dia Nacional de Luta é marcado por mobilização em Pelotas

Pelotas amanheceu com faixas e adesivos, espalhados pelas ruas da cidade, exigindo vacina para toda população, auxílio emergencial de R$ 600 reais e o impeachment de Jair Bolsonaro. As atividades fazem parte do Dia Nacional de Luta, que está sendo promovido pela CUT e demais movimentos sociais, em todo o Brasil. O início da mobilização se deu ainda ontem, na terça-feira (23), com a realização do panelaço, durante ao pronunciamento oficial de Bolsonaro, que foi transmitido, para todo o país, em cadeia nacional de rádio e televisão. 

Todos que passaram pelas principais vias de acesso à cidade Pelotas, ou transitaram pelo centro, logo nas primeira horas da manhã desta quarta-feira (24), foram convidados a refletir sobre a situação caótica enfrentada pelos trabalhadores brasileiros, neste que já é o pior momento da crise sanitária, desde março de 2020. Somente no dia de ontem, enquanto Bolsonaro fazia seu pronunciamento, foram registrados 3.158 óbitos, em todo o país, em apenas 24h. 

Na avaliação de Elton Lima, integrante da direção executiva da CUT-RS, o desastre no combate à Pandemia não se resume à falta de ação e comprometimento do governo federal com a classe trabalhadora, mas também do alinhamento dos governos estadual e municipal com o projeto político que está em curso no país. 

“Ambos foram coniventes com o governo federal, tanto que apoiaram a candidatura do atual presidente. Além disso, as medidas que deveriam ter sido tomadas, anteriormente, só estão sendo adotadas, agora, quando chegamos à essa situação extrema, mas, mesmo assim, cedendo aos apelos de empresários negacionistas, que são aliados do governo federal”, critica o diretor da CUT. 

Ao convidar a população pelotense a refletir sobre o aumento no número de casos e de óbitos, Elton lembra que a opção dos governos municipal e estadual, por protocolos mais rígidos, está sendo tardia e faz parte de uma série de equívocos que contribuiu para a disseminação da doença, tanto no estado do Rio Grande do Sul, quanto no município de Pelotas, de forma mais específica. 

“Aqui, em Pelotas, estamos sentindo os resultados da má gestão da crise. Tivemos a prova disso, em julho do ano passado, com o fechamento do hospital de campanha, que a Prefeitura havia montado, em abril, investindo mais de R$ 400 mil reais, e que, agora, neste momento de colapso do sistema de saúde, está fazendo muita falta. O problema, central, é que os governos estadual e municipal, não se opuseram, com mais veemência, à essa política negacionista do governo federal”, relembra o dirigente da CUT ao criticar os equívocos e a letargia dos tucanos ao tratar da gravidade da situação. 

A CUT-RS reforça que a mobilização, desta quarta-feira (24), tem como principal objetivo chamar a atenção da população para a relação de causa e consequência, que está na base da situação caótica que está sendo enfrentada em todo o país. Conforme reforçam as faixas e adesivos, espalhados pelas ruas da cidade, é a classe trabalhadora que precisa se submeter a condições cada vez mais precárias de trabalho, sendo obrigada a aglomerar, utilizando-se do transporte público lotado, todos os dias, e ficando exposta à contaminação do vírus. O movimento sindical reforça que é dever dos governantes preservar a vida de todos, assegurando emprego e renda digna para os seus cidadãos, ao invés de atirá-los à própria sorte. 

Fonte : SEEB Pelotas / Por: Eduardo Menezes – especial para a CUT-RS

Imagem: SEEB Pelotas

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