Peça central para início da ‘Vaza-Jato’, Manuela comenta suspeição de Moro: ‘Já sabiamos’

A ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB) comentou no Twitter a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou o ex-juiz Sérgio Moro como parcial no processo do “triplex do Guarujá” contra o ex-presidente Lula.

“Estou desde o dia das mães de 2019, quando o hacker invadiu meu telefone dizendo que queria ajudar o Brasil com as provas da parcialidade de Sérgio Moro e da lava-jato, esperando essa decisão que faz justiça. Moro é parcial. Já sabíamos!”, escreveu.

Após ter seu celular invadido pelo hacker Walter Delgatti Neto, responsável por vazar as conversas entre Moro e procuradores da Operação Lava Jato, Manuela D’Ávila foi a responsável por sugerir a ele entrar em contato com jornalistas do site The Intercept Brasil, que publicaram as conversas na série de reportagens conhecida como “Vaza Jato”.

Perícia feita pela Polícia Federal (PF) em 2019, após a prisão de Delgatti, indicou que eles se comunicaram entre os dias 12 e 20 de maio e que o hacker disse que “queria fazer justiça” porque teve acesso a “oito tera (bytes) de coisa errada”. Manuela respondeu que o jornalista Glenn Greenwald, editor do The Intercept, era a “melhor pessoa” para receber o conteúdo das conversas.

O papel de Manuela foi saudado nas redes pelo ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL). “Manuela D’Ávila, ciente de sua honestidade e inteireza, com enorme senso de justiça e empatia, quando abordada pelo hacker, tomou a decisão acertada de envolver Glenn Greenwald, jornalista que não integra o oligopólio de mídias pró-Lava Jato e poderia agir com honestidade”, escreveu o ex-deputado.

Fonte: Sul 21

Imagem: Sul 21

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