Diego Armando Maradona (Por Alex Saratt)

Morre Diego Armando Maradona e com ele uma página única e maravilhosa do futebol. Nos deixou no mesmo dia em que outrora partira Fidel Ruiz Castro, líder histórico da Revolução e do Socialismo dos quais Dom Diego, La Mano de Díos, era correligionário.Às vezes a morte é uma interrupção, um fim, um encerramento. Mas sujeitos da estirpe de Maradona, imortalizado em vida, dono de um futebol genial e conhecido por suas posições políticas inequívocas e contundentes, legam ao esporte e à sociedade um patrimônio que jamais será esquecido.

A bola hoje está triste, com certeza uma pátria inteira chora sua despedida, milhões mundo afora descerram homenagens e luto, o riso e os gritos entusiasmados arrancados em cada jogada, em cada gol, transformam-se em lágrimas e silêncio.Seja dentro das quatro linhas, onde El Pibe reinou absoluto e, permitam dizer, se não superou, ao menos rivalizou com Pelé na condição de ser o maior dos maiores, seja fora de campo, como cidadão e ser humano que usou sua fama e prestígio para apoiar causas e lutas populares e libertárias, Maradona marcou vários tentos e encantou corações e mentes com seu talento, garra e consciência.

O Mundo se veste de branco e anil para prestar seu tributo e adeus ao lendário craque argentino. Onde quer que esteja, Diego Armando Maradona, garoto de origem humilde que alcançou fortuna e glória com a bola nos pés, encontrou seu descanso definitivo. Que seus melhores lances, verdadeiro futebol-arte, autêntica consciência de classe, inspirem os jovens e fortaleçam os mais velhos nas suas buscas e convicções.

Fonte: Alex Saratt é colunista do Site Pão com OVO e da RádioCom

Imagem: Facebook

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