Covid-19: Em alerta, Prefeitura de Porto Alegre interrompe novas flexibilizações

O Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus da Prefeitura de Porto Alegre anunciou, nesta quarta-feira (18), a interrupção do processo de flexibilização de atividades que vinha ocorrendo na Capital. De acordo com a Prefeitura, a medida se deve ao cenário epidemiológico apresentado nas últimas semanas, com “possível tendência de aumento dos indicadores”. O poder público não detalha, no entanto, quais flexibilizações estão suspensas, já que, em período eleitoral, quase tudo funciona normalmente na Capital.

No dia 5 de novembro, Porto Alegre tinha menos de 200 pessoasdiagnosticadas com coronavírus em UTIs pela primeira vez desde julho, quando o contágio avançou consideravelmente na cidade. Nesta quarta, o sistema de monitoramento do município indica 244 casos confirmados e 13 com suspeita de covid-19 nas UTIs, um aumento de 23% em menos de duas semanas.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no entanto, afirma que há estabilidade no número de pacientes confirmados com covid-19 em leitos de UTI nas últimas semanas. Porém, outros indicadores, especialmente a busca ambulatorial por atendimento de síndrome gripal, vêm apontando aumento recente – o que sinaliza alerta para os próximos dias quanto à possibilidade de reversão da estabilidade.

Há cerca de duas semanas, a Rede Análise Covid-19, grupo formado por mais de 70 pesquisadores de diferentes regiões do Brasil, emitiu uma carta aberta à Prefeitura de Porto Alegre, em que já alertava para a “reversão de tendência” nos números de novos casos de contágio pelo coronavírus e enfatizava o risco de reaberturas de atividades não essenciais. No documento, os pesquisadores afirmavam que a capacidade de testes RT-PCR (que identifica o vírus ativo na pessoa) na capital gaúcha é “longe da ideal”, o que impossibilita o controle dos novos casos e, por isso, explicam que os dados de internações hospitalares são o melhor indicador para acompanhar a epidemia na cidade.

Em outubro, o Município iniciou o processo de reorganização da rede hospitalar, reduzindo os leitos que se destinavam à pandemia do coronavírus. A Prefeitura afirma que, caso necessário, leitos podem ser remobilizados para garantir assistência adequada a pacientes com covid-19.

Fonte:Sul 21

Imagem: SUL 21

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