Luis Arce toma posse na Bolívia

O presidente da Bolívia, Luis Arce, foi empossado na manhã deste domingo (08/11) em cerimônia realizada na Assembleia Legislativa Plurinacional, na capital La Paz.

O vice-presidente David Choquehuanca também tomou posse nesta manhã. 

A vitória de Arce marca o retorno do MAS ao governo após o golpe de Estado de novembro de 2019 que derrubou o ex-presidente Evo Morales.

Movimentos populares e indígenas já iniciaram a realização de marchas e celebrações desde a manhã deste domingo para marcar o início da transição de governo.

Um grupo de indígenas formado por “amautas” – considerados conselheiros espirituais – realizaram um ato na Praça Murillos, em La Paz, em frente ao palácio do governo.

Os povos originários ainda deram início ao k’oa, um ritual andino que significa pedir permissão à terra para abrir um bom caminho ao futuro, que foi dedicado ao novo presidente boliviano.

A posse do novo presidente traz um simbolismo por ocorrer quase exatamente um ano depois do golpe de Estado que levou à derrubada de Evo Morales por parte dos militares: o então presidente caiu no dia 10 de novembro de 2019, e a então segunda-vice-presidente do Senado, a hoje presidente autoproclamada Jeanine Áñez, assumiu o cargo no dia 12. 

Segundo Freddy Bobaryn, membro da Comissão de Transição do governo boliviano, a posse é um ato “que se realiza de maneira única porque mistura rituais protocolares com nossos usos e costumes de nossos saberes ancestrais”.

“É um programa que reflete nossa plurinacionalidade e, de alguma maneira, resgata esses usos e costumes que caracterizam o país”, disse.

Após a cerimônia, uma marcha com todas as organizações sociais que compõem ou apoiam o MAS e o presidente eleito está prevista para acontecer por volta das 16h (horário de Brasília).

Luis Arce foi eleito presidente da Bolívia no primeiro turno das eleições realizadas no dia 18 de outubro. O presidente eleito obteve mais de 55% dos votos e derrotou Carlos Mesa e Luis Fernando Camacho, os principais nomes da direita que estiveram envolvidos no golpe de Estado de 2019.

Fonte: Opera Mundi

Imagem: OperaMundi

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