Cesta Básica tem alta em 13 capitais em agosto

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Alimentos subiram 3,40% em Porto Alegre e 2,90 em São Paulo, aponta pesquisa nacional do Dieese. Salário mínimo para sustentar família de quatro pessoas deveria ser de R$ 4,5 mil

Os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicaram que, em agosto, os preços do conjunto de alimentos básicos, necessários para as refeições de uma pessoa adulta (conforme Decreto-lei 399/1938) durante um mês, aumentaram em 13 das 17 capitais pesquisadas. Em outras quatro cidades, o custo da cesta básica diminuiu.

Devido à pandemia do novo coronavírus, o Dieese suspendeu, em 18 de março, a coleta presencial de preços da pesquisa. Desde então, a entidade realiza uma tomada especial de preços à distância para verificar o custo da cesta básica em 16 das 17 capitais onde o levantamento é realizado. A pesquisa só tem sido feita presencialmente na cidade de São Paulo, com menor número de pesquisadores e em horários em que os estabelecimentos comerciais estão mais vazios. As feiras livres, que fazem parte da pesquisa regular, não estão sendo pesquisadas em nenhuma cidade.

A capital com a maior variação do país, 5,08% em agosto, é Vitória (ES), onde um trabalhador consome mais de 107 horas de trabalho só para custear a alimentação. Em Porto Alegre, alta de 3,40%, o tempo de trabalho consumido pela cesta básica supera 111 horas. A maior média de horas trabalhadas necessárias para a aquisição de alimentação foi verificada em São Paulo, 113 horas e 40 minutos.

Em São Paulo, única capital onde foi realizada coleta presencial, a cesta custou R$ 539,95, com alta de 2,90% na comparação com julho. No ano, o preço do conjunto de alimentos aumentou 6,60% e, em 12 meses, 12,15%.

Salário mínimo defasado

Com base na cesta mais cara, que, em agosto, foi a de São Paulo (R$ 539,95), o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 4.536,12, o que corresponde a 4,34 vezes o mínimo vigente de R$ 1.045,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, em agosto, foi de 99 horas e 24 minutos, maior do que em julho, quando ficou em 98 horas e 13 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (alterado para 7,5% a partir de março de 2020, com a Reforma da Previdência), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em agosto, na média, 48,85% do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em julho, o percentual foi de 48,26%.

PORTO ALEGRE – Em Porto Alegre, são oito produtos com alta em relação a julho: o tomate (21,33%), o óleo de soja (21,15%), o arroz (17,91%), a banana (9,76%), o feijão (5,00%), o leite (4,77%), a manteiga (3,21%), o pão (3,05%); e cinco com queda em relação a julho: a batata (-9,86%), o açúcar (-1,89%), a farinha de trigo (-1,35%), a carne (-0,55%) e o café (-0,10%). Na capital gaúcha, a jornada necessária para comprar a cesta básica: 111h horas e 17 minutos. O percentual do salário mínimo líquido para compra dos produtos da cesta atingiu 54,69%.

Em entrevista para RádioCom, o economista – politico Ricardo Franzoi, falou a queda do PIB no segundo trimestre deste ano será a maior da história. Será que vamos ter a volta da famigerada inflação? 

Fonte: Com informações do Dieese

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