O GIGANTE VOLTOU AO SONO PROFUNDO (e o pesadelo é nosso) Por Álvaro Barcellos

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Quando começaram as famigeradas manifestações anteriores à Copa do Mundo no Brasil, o país se viu tomado de branquelos e dondocas de classe média e média alta, entre outros penduricalhos, com a camisa da CBF – mergulhada em corrupção grossa -, e seus primeiros depoimentos davam conta de que não era pelos 20 centavos, referentes a um aumento de tarifas de transporte público.

As tais manifestações começaram a se espalhar massivamente, com imenso apoio das corporações que controlam o que deve ou não rolar na grande mídia, especialmente televisiva.
Com o desenrolar, as manifestações falavam em saúde e educação de grande nível – padrão FIFA, como ironizavam na época.
Sentada a poeira, as tais manifestações então não queriam bandeiras, e viam-se rosas estendidas a brigadianos, que assistiam tudo silenciosos…

Passado algum tempo, muda o tom e surge o MBL (por um Brasil “livre”), e dali brotam deputados (?????). De um movimento que não teria envolvimento político (?????). O discurso torna-se agressivo, reforçando o combate à organização popular, recaindo contra associações e sindicatos, debilitando a resistência dos trabalhadores, que nitidamente perdiam direitos e espaço – abrindo a brecha para uma espécie bizarra de neo escravismo.

O discurso do orgulho em relação à ignorância e intolerância ganha força: primeiro tiramos a Dilma… GOLPE!!!… que envolve a grande mídia e instituições importantes, como o judiciário. Surge o discurso orquestrado e pesado de demonização do PT e das esquerdas. O papel triste dos neo evangélicos (95 por cento dos quais perseguiriam Jesus, acusando-o de subversivo, anarquista, comunista, hippie, esquerdopata…). Para melhor conduzir e manipular o rebanho dócil.

O caminho do ódio, da ultra violência, da covardia e do preconceito, acaba por eleger inacreditavelmente um patético miliciano neo nazista, que se mostra cada vez mais inimigo da vida e do povo.
A pandemia deixa muito clara essa irresponsabilidade – como já acontecera quando os madeireiros e grileiros faziam a Amazônia arder em chamas. Com perseguições e mortes de indígenas. Nas cidades, outros setores que padecem vitimados por uma invisibilidade social – pobres, mulheres, homossexuais e negros – são igualmente perseguidos.

Tudo isso arquitetado para proteger empresas muito poderosas, cujas imensas dívidas – com o INSS, daí veio a reforma que penaliza duramente os trabalhadores, e com outros órgãos públicos…num patamar que beiras 3 trilhões…o GOLPE lhes saiu bem barato. E altamente rentável para esses picaretas bandidos.
Nunca foi mesmo por 20 centavos.

Fonte: Álvaro Barcellos é colunista do Site da RádioCom

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