Estiagem: situação na colônia é dramática

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ESTIAGEM : Situação na colônia é dramática

A Prefeitura, além de abastecer com água potável, sem custo de transporte, as moradias de famílias da zona rural que enfrentam as consequências da seca, encaminhou à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) dois projetos de construção de redes de água – um para o 6º distrito, Santa Silvana e, o outro, para o 7º, Quilombo.

Paralelamente à tramitação, desenvolve o Programa de Açudagem, com planejamento para execução de 30 açudes neste ano, objetivando a dessedentação animal, a irrigação e a piscicultura.

Tanto a distribuição de água à colônia como esse envio à Fundação estão sob responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) em parceria com o Sanep. De dezembro de 2019 a março deste ano – quatro meses –, choveu somente 31,3% (148,2 milímetros) da média histórica de 473 milímetros, de acordo com registros da Estação Agroclimatológica da Embrapa/UFPel, Capão do Leão.

“As secas são rotineiras. Temos, como gestores, de pensar no futuro. A região, historicamente, apresenta déficit hídrico. As políticas públicas de reservação de água devem ser mantidas, a exemplo do Programa de Açudagem, como enfrentamento à estiagem e estímulo à permanência do agricultor na propriedade, mantendo suas atividades”, salienta o secretário de Desenvolvimento Rural, Jair Seidel.

SANEP abastece residências de dezenas de famílias que estão sem água para consumo

SANEP abastece residências de dezenas de famílias que estão sem água para consumo

SITUAÇÃO COM A ESTIAGEM

Levantamento realizado pela SDR identificou 245 famílias com falta de água potável para consumo e 312 propriedades com restrições para amenizar com a sede de animais. Seidel informa que o Sanep já abastecia 150 propriedades quinzenalmente, em oito distritos da zona rural (o 2º distrito, Colônia Z3, não passa por escassez), além de 120 famílias do Posto Branco, que recebiam, diariamente, 28 litros na caixa da localidade e, agora, o abastecimento passou para 40 litros.

   PRINCIPAIS DANOS

“A estiagem é responsável por danos econômicos, ambientais e sociais. Os econômicos estão próximos de R$ 100 milhões; os ambientais requerem tempo para regeneração do equilíbrio; e os sociais envolvem autoestima e desgaste emocional familiar”, constata Seidel.

Os prejuízos monetários, segundo a avaliação do secretário, afetam o presente e o futuro dos agricultores familiares do município, com reflexo nos setores de serviços e agroindústrias. “As famílias enfrentarão dificuldades para saldar financiamentos e poderão contrair novas dívidas, afetando a capacidade de investimento no próximo ano agrícola.” Queimadas em campos, pastagens e florestas, citadas pelo gestor da SDR como estragos ambientais – com degradação da fauna e da flora –, demandarão tempo para recuperação do ecossistema.

   PREJUÍZOS ESTIMADOS

De acordo com levantamento realizado pela Prefeitura/SDR e pela Emater a estimativa de prejuízos na zona rural de Pelotas, em relação à cultura/criação, produtividade prevista, área total cultivada/produção, perdas em percentuais/produção e em percentuais/valor, e prejuízo, é a seguinte:

·            Arroz – 8 toneladas/hectare (ha) – 7.449 hectares cultivados – 00%perdas de produção – R$ 0,00 de prejuízo.

·            Pecuária de leite – 3 mil litros/cabeça/ano – 5.040 cabeças – 20% perdas produção – R$ 734 mil de prejuízo.

·            Milho grão – 6 toneladas/hectare – 8 mil hecatares – 50% perdas produção – R$ 22,08 milhões.

·            Milho silagem – 30 toneladas/hectare – 1.641 hectares – 34% perdas produção – R$ 3,.282 milhões.

·            Tabaco – 2,4 toneladas/hectare – 4 mil hectares – 30% perdas produção – R$ 28,8 milhões.

·            Soja – 2,8 toneladas/hectare – 22 mil hectares – 40% perdas – R$ 34,742 milhões.

·            Olerícolas – 18,2 toneladas/hectare – 60 hectares – 40% – R$ 1.208,144 milhão.

·            Figo e Caqui – 10 toneladas/hectare – 40 hectares – 30% – R$ 264 mil de prejuízo.

·            Pêssego – 12 toneladas/hectare – 3 mil hectares – 0,5% – R$ 1,980 milhão

·            Pecuária de corte – 280 quilos/ano – 38.820 cabeças – 10% – R$ 507,248 mil.

·            Total – R$ 93.597.392,00.

Fonte: Diário da Manhã

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